Noticiário Cearense

Açude do Castanhão vive seu pior momento desde a sua fundação

27 de janeiro de 2019

Açude encheu repentinamente em 2004, mesmo antes de estar 100% concluso.

undefined

O açude dos Castanhão é uma das grandes maravilhas da engenharia brasileira, é um açude com capacidade para 6.700.000.000 m³, o que o coloca como o maior açude para múltiplos usos da América Latina. Sozinho, ele tem 37% de toda a capacidade de armazenamento dos 8.000 reservatórios cearenses. Antes do Castanhão a maior barragem cearense era o Orós, no município de mesmo nome, que também é uma represa no Rio Jaguaribe, mas que comporta pouco mais da metade da capacidade do Castanhão.

Após ficar pronto, por volta do ano de 2003, os engenheiros diziam que o açude levaria pelo menos 20 anos para encher por completo, porém foram pegos de surpresa pelo poder divino, pois em menos de 50 dias de inverno pesado no ano de 2004 o mesmo ficou completamente cheio, voltando a atingir capacidade máxima no ano de 2009, que por sinal foi a última vez que ocorreu sangramento do açude.

Hoje o Castanhão encontra-se praticamente vazio, registrando apenas 3,85% de sua capacidade total, o que preocupa diversos segmentos da sociedade cearense, visto que o Castanhão não abastece somente a região do Vale do Jaguaribe com água potável, ele também é responsável por ajudar o abastecimento da capital Fortaleza e da região metropolitana.

Além de levar água potável para milhões de cearenses, o açude também tem grande relevância para a agricultura irrigada e para a indústria, visto que o mesmo force água para diversas empresas localizadas no porto do Pecém.

Vamos pedir a Deus que o ano de 2019 seja repleto de muita chuva, principalmente no entorno destes grandes açudes, pois somente assim poderemos garantir uma boa reserve hídrica para o futuro do estado do Ceará. Porém não devemos repassar a missão totalmente para Deus, devemos fazer a nossa parte, sendo responsáveis com o consumo da pouca água que nos resta e adotando medidas simples, sempre visando o bom aproveitamento da água.

 

Kennedy Linhares

 

Limoeiro do Norte – 27/01/19